CDDH recebe exibição do filme “Anistia 79” pelo Circuito Embaúba
Sessão gratuita será realizada nesta segunda-feira (14/09), às 14h30, e promove reflexão sobre a luta pela anistia, a preservação da memória e a defesa da democracia no Brasil
O Centro de Defesa dos Direitos Humanos de Petrópolis (CDDH) nesta segunda, às 14h30, a exibição do documentário “Anistia 79”, dirigido por Anita Leandro. A sessão é gratuita e aberta a todas as pessoas interessadas. A exibição integra o Circuito Embaúba, iniciativa da Embaúba Filmes voltada à ampliação da circulação e do acesso ao cinema brasileiro por meio de exibições em diferentes espaços e territórios.
O CDDH participa do Circuito Embaúba por meio de sua inscrição na iniciativa, integrando uma rede de espaços que contribuem para levar produções brasileiras a diferentes públicos e ampliar o acesso ao cinema para além dos circuitos tradicionais de exibição.
A escolha de “Anistia 79” dialoga diretamente com a trajetória do CDDH na defesa dos Direitos Humanos e na construção de espaços de memória, justiça e verdade. O documentário recupera imagens registradas em junho de 1979, durante a Conferência Internacional pela Anistia e as Liberdades Democráticas no Brasil, realizada em Roma, reunindo registros históricos da mobilização de brasileiros exilados e de pessoas que atuavam pela anistia e pela retomada das liberdades democráticas no país.
As imagens permaneceram guardadas durante quase 50 anos e foram posteriormente recuperadas pela diretora Anita Leandro. No filme, os registros da Conferência de Roma são colocados em diálogo com as memórias de pessoas que participaram daquele processo histórico, aproximando as imagens do passado das lembranças de quem viveu a luta pela anistia.
Ao receber a sessão, o CDDH amplia seus espaços de reflexão sobre a história recente do Brasil, aproximando o público de registros que ajudam a compreender a mobilização pela anistia e pelas liberdades democráticas durante a ditadura militar. A exibição reafirma a importância da preservação da memória como parte da construção e da defesa da democracia e dos Direitos Humanos.
Para mais informações sobre o Centro de Defesa dos Direitos Humanos de Petrópolis (CDDH), o público pode entrar em contato pelo telefone (24) 2242-2462 ou pelo e-mail cddh@cddh.org.com. O CDDH funciona de segunda a quinta-feira, das 10h às 12h e das 14h às 17h, na Rua Monsenhor Bacelar, 400, Centro, Petrópolis. As atividades e informações também podem ser acompanhadas pelo Instagram @cddh_petropolis.
SERVIÇO
Exibição do documentário “Anistia 79”
Data: 2ª feira – 14 de setembro
Horário: 14h30
Entrada: Gratuita e aberta a todas as pessoas interessadas.
Centro de Defesa dos Direitos Humanos de Petrópolis (CDDH)
Funcionamento: 2ª a 5ª-feira, das 10h às 12h e das 14h às 17h
Rua Monsenhor Bacelar, 400
Centro – Petrópolis/ RJ
Telefone: (24) 2242-2462
E-mail: cddh@cddh.org.com
Instagram: @cddh_petropolis
SOBRE
O Centro de Defesa dos Direitos Humanos de Petrópolis (CDDH) foi criado em 1979, com a missão de apoiar, assessorar e orientar iniciativas voltadas à concretização dos Direitos Humanos. Inspirado no lema “Servir à Vida”, nasceu do movimento de um grupo de religiosos comprometidos em unir fé e responsabilidade social. O filósofo e escritor Leonardo Boff, defensor da Teologia da Libertação, é um dos fundadores e atualmente preside a instituição.
Ao longo de 46 anos de história, o CDDH atua na defesa de pessoas e grupos em situação de vulnerabilidade, como multiplicador de denúncias de violações de direitos e na articulação com movimentos sociais, comunidades e organizações. A instituição desenvolve seu trabalho na perspectiva da educação popular e mantém ações em diferentes áreas dos direitos civis, políticos, sociais, ambientais e econômicos.
Diariamente, a sede acolhe demandas da população, orientando, encaminhando e acompanhando casos relacionados a violência contra a mulher, questões trabalhistas, despejos, falta de medicamentos, violações de direitos de pessoas privadas de liberdade, documentos, preconceito e outras situações de vulnerabilidade.
Uma das principais frentes de atuação é a defesa do direito à moradia. O CDDH acompanha processos de regularização fundiária e atua junto a comunidades ameaçadas de remoção, incluindo moradores da BR-040, Comunidade do Duarte da Silveira, Vila Popular e comunidades quilombolas. Mais de 3 mil famílias dependem desse acompanhamento para garantir seus direitos.
Entre as pautas defendidas estão os direitos da população LGBTI+, pessoas com deficiência e idosos; equidade de gênero; direitos das mulheres; proteção de crianças e adolescentes; combate ao racismo e à violência; diversidade religiosa; defesa da democracia e da memória; e enfrentamento à tortura e às violações de direitos.
Com atuação local, regional, nacional e internacional, o CDDH participa de redes, movimentos e campanhas e mantém seus projetos por meio de editais e parcerias. A equipe multidisciplinar e a diretoria voluntária trabalham de forma integrada para fortalecer a defesa dos direitos humanos, sociais e da natureza.